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domingo, 6 de julho de 2008

Cientistas inserem LCD em lente de contato

por Raphael Monteiro - Imagine estar andando na rua e no canto de seu campo de visão surge um envelope indicando um novo e-mail em sua caixa de mensagens, ou estar em uma auto-estrada seguindo a direção de uma “seta” virtual que aponta para onde deve ir, isto tudo simplesmente flutuando em seu campo de visão do mundo real.

Apesar de parecer um cenário de filme de ficção, esta realidade pode estar mais próxima. Cientistas da Universidade de Washington construíram o primeiro circuito eletrônico completamente funcional sobre uma lente de contato. O novo sistema esta sendo testado em coelhos e ao que os experimentos indicam é biologicamente inerte não causando danos ou alergia aos olhos.

Telas virtuais têm uma infinidade de aplicações, o que tem gerado um intenso interesse no seu desenvolvimento. Elas poderão ser utilizadas para mostrar todas as informações do painel dos automóveis para o motorista sem que ele precise desviar o olhar da estrada.

Ao invés de abrir o celular para ver as últimas mensagens recebidas, o usuário poderá simplesmente ler o email mais recente diretamente à sua frente, como se estivesse diante de uma gigantesca tela, preenchendo todo o seu campo de visão. E com total privacidade, porque ninguém mais verá a imagem. "Olhando através da lente (quando totalmente pronta), você poderá ver que a imagem está sendo gerada superposta ao mundo lá fora," diz o pesquisador Babak Parviz.

Os circuitos eletrônicos e os LEDs necessários para o funcionamento da tela foram construídos sobre o material da lente de contato por meio de impressão. No protótipo a lente é transparente, sem nenhum grau corretivo, embora os pesquisadores afirmem que não há nenhum impedimento para que as lentes sejam também corretivas.

A lente de contato é maior do que a pupila do olho, o que significa que há muito espaço para que os pesquisadores possam incluir circuitos eletrônicos sem atrapalhar a visão normal do usuário.

O próximo passo da pesquisa é acionar uma tela de baixa resolução, com poucos pixels de largura, apenas o suficiente para avaliar a segurança e o conforto da nova tela virtual.

quarta-feira, 2 de abril de 2008

Unicamp usa 12 PS3 como Cluster

por Raphael Monteiro - A muito o publico já conhece o poder do processador Cell desenvolvido em parceria entre a Sony, Toshiba e IBM e que equipa como Unidade Central de Processamento o vídeo game PlayStation 3, devido ao seu elevado desempenho em processamento de ponto flutuante (o mesmo usado em clusters) tem se visto várias outras aplicações para o Cell, como modelagem 3d e renderização de imagens virtuais em tempo real. Talvez o mais inusitado tenha sido feito por uma pesquisadora da Unicamp, o que poderia ser uma LAN house dos sonhos, com o console mais caro da história dos videogames, é, na verdade, um laboratório que faz bilhões de cálculos por segundo para entender melhor a interação de anestésicos locais com membranas biológicas.

Os 12 PlayStation 3 estão ligados em rede formando um cluster de processamento rodando uma distribuição do Linux. Segundo a pesquisadora Monica Pickholz eles são mais estáveis que qualquer rede cluster que ja tenha sido feita. Os videogames funcionam 24 horas por dia, sete dias por semana. Só pararam uma vez, quando "acabou a força e o gerador não funcionou". Durante todo o tempo, os videogames fazem cálculos para simular dinâmicas de comportamento entre átomos.

A professora Monica, doutora em Física, diz que o projeto de pesquisa financiado pela Fapesp (Fundação de Amparo à Pesquisa no Estado de São Paulo), comprou cada máquina no Brasil por cerca de R$ 2,58 mil - modelo com disco rígido de 60 GB. Conseguiu um total de 72 processadores, já que, efetivamente, são seis os centros de processamento ativos em cada PS3. O mesmo dinheiro, se aplicado em servidores convencionais, resultaria em apenas 32 processadores e menor poder processamento.

"Ocorre que o hardware do PS3 é barateado por expectativas de volume de vendas e ganhos com softwares (jogos), algo que não acontece no mercado de servidores", diz Martinelli. Ou seja, a Sony pretende lucrar com a venda de jogos, enquanto perde alguns trocados para ver sua base instalada de usuários aumentar. No entanto, o console da Sony não pode executar qualquer função na informática, segundo a pesquisadora. "O PS3 não é a salvação para todos os problemas, tem aplicações bastante específicas". Outros projetos pelo mundo também utilizam o poder de processamento do console com o chip Cell. Até mesmo a Sony se viu obrigada a instalar servidores de PS3 para hospedar as conexões de partidas on-line do jogo "Warhawk", recentemente lançado para o próprio PlayStation 3.

No campo científico, o projeto PS3 Grid vem com o subtítulo "PlayStation 3 a serviço da ciência". A iniciativa pretende reunir voluntários para pesquisas na área de simulação de dinâmicas moleculares. No site, os criadores citam um exemplo de mutirão de videogames dedicados aos cálculos. "Se mil pessoas se unirem nessa cooperativa, teremos uma força computacional equivalente a 16 mil computadores de processador simples", diz o texto de introdução.

Veja mais em

http://www.ps3grid.net/

sexta-feira, 1 de fevereiro de 2008

Nanorádio é criado por cientistas americanos

Por Lucas Vegi - Cientistas da Universidade de Illinois em Urbana-Champaign (EUA), desenvolveram um nanorádio para provar a eficiência de dispositivos baseados exclusivamente em nanotubos de carbono.

Até pouco tempo atrás, era inviável a produção de dispositivos utilizando a tecnologia dos nanotubos de carbono individuais, pois até então, não havia sido desenvolvido um método capaz de produzir tais componentes com a uniformidade necessária para sua utilização, porém a partir dos estudos desses cientistas americanos, tal uniformidade se tornou possível.

Os nanotubos de carbono são muito mais eficientes que os materiais de silício utilizados em dispositivos eletrônicos atualmente, além deles possuírem tamanhos bem menores(feitos em escala da bilionésima parte do metro), eles transmitem sinais em velocidades muito superiores.

O nanorádio foi criado a partir de nanotransistores que fazem a função de todos os componentes de um rádio normal: antena ressonante, amplificadores de radiofreqüência, misturadores de sinais e amplificadores de áudio.

Nos testes realizados com o nanorádio, ele foi capaz de captar os sinais de rádios locais e até mesmo reproduzir músicas transmitidas a partir de um ipod ligado a um transmissor. Entenda melhor assistindo o vídeo abaixo:



A partir dessa experiência, um amplo leque de opções para a criação de novos dispositivos eletrônicos menores e mais eficientes que os atuais se abriu, pois os nanotubos de carbono podem futuramente serem utilizados na produção de aparelhos celulares ainda menores que os atuais, na criação de processadores mais rápidos e em vários outros periféricos.

Leia mais:
http://www.agencia.fapesp.br/boletim_dentro.php?id=8349




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