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terça-feira, 24 de junho de 2008

Transforme seu pen drive em memoria ram no Vista

por Raphael Monteiro - Apesar de alvo de muitas críticas o Windows Vista trouxe alguns novos recursos que realmente podem facilitar a vida do usuário e que não encontramos no sistema operacional anterior a este, o Windows XP. Um destes recursos é o ReadyBoost.

Como sabemos, o novo sistema da Microsoft exige muito mais memória ram para o seu funcionamento do que o Windows XP, o que pode torna-lo lento em computadores mais antigos ou com menos de 1 giga de memória.

Quando você pluga o pen drive na porta USB de seu computador, uma das opções que surge na tela é para escolher quanto de memória auxiliar que quer utilizar. O espaço utilizado como memória auxiliar não vai permitir guardar arquivos. Ele será usado pelo processador quando todos os bancos de alocação de sua RAM estiverem ocupados, e desta maneira o pen drive passa a fazer o papel de memória. Como já foi dito, este pode ser um ótimo recurso para usuários de máquinas mais antigas que estão atualmente utilizando o Windows Vista.

Mas este recurso deve ser evitado quando se deseja prolongar a vida útil do pen drive, pois este possui em interior um módulo de memória flash, e como qualquer componente ela apresenta um prazo de vida útil. No caso da memória flash sua vida útil é calculada por ciclos de gravação e regravação, e para estes dispositivos este prazo varia de 10.000 a 100.000 ciclos. Pode parecer muito, mas se considerarem um aparelho com uma vida de 10.000 ciclos, e seu usuário for um utilizador assíduo deste recurso, o pen drive poderá ter uma redução de até 2/3 de seu tempo de utilização, que em média é de 3 anos, passando a durar apenas 1. Outro fator é a velocidade de transferência de bits, que é muito inferior ao da memória RAM, fazendo com que o sistema fique extremamente lento durante a sua utilização. Como podemos ver, o Ready Boost pode ajudar muito no caso de uma emergência, mas não deve ser enxergado como uma solução para a falta de memória em um sistema relativamente pesado.

segunda-feira, 9 de junho de 2008

Linux com a sua cara

por Raphael Monteiro - Uma das grandes vantagens do Linux é que o usuário pode deixa-lo com a sua cara, podendo escolher o ambiente gráfico de trabalho de acordo com a configuração do seu computador e com suas necessidades, confira as características de alguns destes ambientes:

Em 1996, iniciava-se o projeto KDE. Muito embora o Ambiente KDE fosse livre, ele era construído através da toolkit QT, que não era livre naquele momento. Membros do projeto GNU ficaram preocupados com a possibilidade de que um ambiente de trabalho livre fosse feito sobre uma toolkit proprietária. Diante de tal dilema, o projeto GNOME nasceu em Agosto de 1997 pelos esforços de Miguel de Icaza e Federico Mena. No começo, o objetivo principal do GNOME foi fornecer uma suíte amigável ao usuário de aplicações e um desktop fácil de usar. O GNOME foi escrito originalmente na linguagem de programação C. Logo depois um grande número de linguagens foram encorpando o GNOME e suas aplicações, por exemplo, linguagens como: C++, Ruby, Python, Perl e muitas outras. No lugar do Qt, o GTK foi escolhido como a base para desenvolvimento do GNOME. A licença é a GNU GPL General Public License (GPL). Ele conta com uma coleção rica de ferramentas, bibliotecas, e dos componentes para desenvolver aplicações poderosas em Unix. A distribuição completa do GNOME inclui uma suite para escritório (Office) através da integração de vários projectos independentes: processador de texto (AbiWord), folha de cálculo (Gnumeric), gestão de projetos (Planner), editor de diagramas (Dia), programa para desenhos vetoriais (Inkscape) e de imagem (GIMP).

Software de origem alemã, o KDE (sigla inglesa para K Desktop Environment) é, simultaneamente, um ambiente gráfico (que inclui um gerenciador de janelas) e uma plataforma de desenvolvimento livre e de código aberto, desenvolvido com base na biblioteca Qt. Voltado inicialmente aos utilizadores de platafomas Unix, funciona também no Mac OS X utilizando o seu servidor X11 e no Windows através do ambiente Cygwin. Juntamente com o GNOME é um dos mais populares ambientes gráficos usados no Linux. O gerenciador de janelas disponibilizado (KWin) é responsável por fornecer uma interface gráfica organizada e consistente para que aplicativos sejam executados e para que o usuário interaja com o computador, tanto utilizando aplicativos específicos quanto funções básicas como manipulação de arquivos e dispositivos. Com uma barra de tarefas intuitiva (muito ao estilo da do Windows), este ambiente de trabalho é um dos pesos pesados do GNU/Linux no que diz respeito a interfaces gráficas: segundo os autores, o KDE visa a oferecer a versatilidade do Linux, minimizando o contraste da interface relativamente a outros sistemas operativos, pelo que não será de estranhar reconhecer aspectos de organização e apresentação já vistos noutros ambientes gráficos de sistemas operativos. O KDE foi inteiramente criado em C++, e inclui também uma suíte de escritório (Office) simples, mas com muitos componentes: processador de texto (KWord), folha de cálculo (KSpread), programa de apresentações (KPresenter), editor de diagramas gráficos (KChart), de equações (KFormula), gerador de relatórios (Kugar), editor de diagramas e fluxogramas (Kivio), base de dados (Kexi), editor de gráficos bitmap (Krita) e vetoriais (Karbon14).

Já um pouco menos popular o Xfce é um ambiente de trabalho gráfico, executado sobre o sistema de janelas X em sistemas Unix e similares. Assim como GNOME, o Xfce utiliza a biblioteca para fazer a interface com o usuário, o que os tornam ligeiramente parecidos. Entretanto, uma preocupação do Xfce é ser mais rápido e consumir menos recursos da máquina do que o GNOME, que é considerado excessivamente grande e consumidor de recursos desnecessariamente, desta maneira sendo mais indicado para computadores mais antigos. O Xfce usa dois painéis: um com o botão de menu das aplicações e com botões para as aplicações mais úteis, e outro para apresentar os botões das janelas. Pode-se personalizar os painéis e até acrescentar outros. As funcionalidades do ambiente podem ser aumentadas com a instalação de diversos goodies. Estes plugins podem ser adicionados a um painel. O gestor de janelas suporta a extensão Composite do Xorg. Permite alterar a opacidade das janelas.

Como foi mostrado, estes são alguns dos ambientes gráficos mais usados, porém existem outros menos conhecidos, desta maneira o usuário encontra a seu dispor ferramentas para deixar o Linux mais confortável de acordo com suas preferencias, escolha sua distribuição e ambiente gráfico que mais lhe agradar e seja feliz com o Linux.


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sexta-feira, 16 de maio de 2008

Windows Se7en mais Próximo

por Raphael Monteiro - Aos usuários proprietários do Windows Vista, última versão do sistema operacional da Microsoft lançada para desktops, podem não ter feito a melhor escolha ao se adiantarem em sua aquisição. Ao participar de evento em Miami, Bill Gates afirmou que o Windows 7 fica pronto “em algum momento de 2009”. Ele evitou responder novas perguntas sobre o novo sistema operacinal e não esclareceu, por exemplo, se fazia referência em ter uma versão de testes pronta ou ter de fato o sistema operacional concluído em 2009.

O Windows Seven ou Windows 7 é um sistema operativo da Microsoft atualmente em desenvolvimento, que será o provável sucessor do Windows Vista. Antes seu nome era conhecido como Windows Vienna ou Windows Blackcomb. Apesar do Windows Vista ter sido lançado no mercado mundial em janeiro de 2007, o Windows Seven (cujo núcleo recebeu o codinome MinWin) já era esperado por muitos que fazem testes com as versões beta do Windows Vista, por isso se diz no meio da informática que o Vista é um sistema que já nasceu morto, assim como foi com o Windows Milenium.

O uso de nomes de lugares como nome de código de produtos é uma tradição na Microsoft. Ao longo das décadas de 80 e 90, várias versões dos seus sistemas operacionais tiveram nomes de cidades, como o Sparta, uma referência a cidade-estado grega Esparta (Windows for Workgroups 3.11), Daytona (Windows NT 3.5), Cairo (Windows NT 5.0 - também conhecido como Windows 2000), Chicago (Windows 95) e Memphis (Windows 98). Porém a empresa quebrou a tradição ao usar o nome de Whistler (Windows XP), uma estância de esqui no Canadá, e Longhorn, que se transformou no Windows Vista. O Windows Vienna/Blackcomb seria o sucessor do Vista até receber o novo nome de código Seven. Vienna é uma homenagem à capital da Áustria, cujo nome é Viena (em português). A Microsoft rebatizou o Vienna para Blackcomb e, por último, adotou o nome de código Seven, por se tratar da sétima edição de seu principal produto. "Isso não reflete uma grande mudança, nós já usamos cidades como nome código no passado", afirmou a Microsoft, em um comunicado de imprensa.

Após o lançamento do Windows XP (NT 5.1), o Windows Seven estava destinado a ser seu sucessor. Contudo, teve o seu lançamento adiado em favor de uma versão provisória, o Windows Vista. O Windows Seven deverá possuir alguns recursos planejados pela Microsoft e que *não puderam ser concluídos (notem o termo usado) no Windows Vista, como por exemplo:

A plataforma de armazenamento WinFS, em adição ao atual NTFS, interface gráfica melhorada, novo menu Iniciar, Windows Sidebar mais poderosa, não se restrigindo apenas aos Microsoft Gadgets, novos efeitos visuais do sistema com novos papéis de parede, ícones, temas, uma nova versão do .NET Framework, foco em tela touch screen e multi touch (para uso em monitores tipo “mesas touch screen”) e arquitetura modular, como no Windows Server 2008. Notem o último recurso, exatamente o mesmo tipo de arquitetura em que sistemas Unix (entre eles o Linux) são programados para melhor desempenho e confiabilidade. Pelo visto até a Microsoft tem se beneficiado dos códigos fonte do Linux.


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sexta-feira, 28 de março de 2008

Quebrando pré-conceitos sobre o Linux

por Lucas Vegi - Você já experimentou ou pelo menos já teve interesse em conhecer o sistema operacional Linux? Com certeza muitos de vocês já experimentaram e tem costume de usar, porém como já escutamos em várias oportunidades, muitas pessoas nunca chegaram a usar um sistema Linux ou tiveram curiosidade de conhecer devido ao pré-conceito, muitos usuários leigos vêem o Linux como um “bicho de sete cabeças”, mas isso não é bem assim.

Antigamente as distribuições do Linux eram voltadas para usuários avançados, pois não possuíam ambientes amigáveis como atualmente e dessa forma exigiam um alto grau de conhecimento dos seus operadores que acabava afastando a maioria das pessoas que não eram dotadas de conhecimentos computacionais tão amplos.

Porém o tempo passou e as coisas mudaram muito nesse sentido. Hoje em dia existem várias distribuições do Linux voltadas para usuários domésticos e que são tão fáceis de usar e ricas em recursos quanto o Windows, dentre elas podemos citar o Mandriva, o Kurumin, o Muriqui e o Ubuntu que na opinião do mr .BIN, é a melhor distribuição Linux para uso doméstico.

O Ubuntu é uma distribuição do Linux ideal para usuários leigos, além de também oferecer recursos para usuários avançados. Muitas das configurações do Ubuntu acontecem de formas mais fáceis até que do Windows, um bom exemplo que posso citar é o do meu Desktop. Aqui em casa tenho um modem banda larga roteado e sempre que instalo o Windows no meu computador eu tenho que configurar a rede para que a internet funcione adequadamente, já com o Ubuntu é automático, ele configura a rede por conta própria me poupando trabalho . Esse é apenas um pequeno exemplo das suas funcionalidades.

Outro ponto interessante a citar do Ubuntu é seu Desktop 3D, embora ele seja de instalação opcional, pode ser uma boa pedida para os usuários entusiastas de recursos gráficos avançados no ambiente de trabalho. Vários desses usuários estão migrando para o Windows Vista por considerarem ele mais bonito devido aos seus recursos 3D, como por exemplo a transição de janelas Aero, porém o Desktop 3D do Ubuntu não deixa nada a desejar em relação aos efeitos do Windows Vista, além de que o Ubuntu é um S.O muito mais leve por consumir menos memória.

O Ubuntu originalmente usa o GNOME como interface de janelas, porém várias outras distribuições dele são distribuídas utilizando de outras interfaces, dentre elas podemos citar o Kubuntu e o Xubuntu.

O Kubuntu utiliza o KDE como interface gráfica e em conseqüência disso é considerado mais leve que o Ubuntu. Já o Xubuntu é ainda mais leve que o Kubuntu, ele usa o XFCE como interface gráfica e tem como foco principal abranger usuários dotados de computadores com pouca memória RAM (128 mb ou menos).

Existem também versões do Ubuntu com outros objetivos específicos, como exemplo podemos citar o Edubuntu, que é uma distribuição voltada para a educação. Ela possui ferramentas que possibilitam que a configuração de um Laboratório de Informática inteiro seja feita em pouco tempo por um professor que não tenha tanto conhecimento técnico e depois proporciona ao professor formas de trabalhar em rede com os alunos nesse laboratório, utilizando das ferramentas específicas do Edubuntu de ensino simultâneo nos computadores.

Sabiam que o Google utiliza uma distribuição própria do Linux nas suas empresas? Ela é uma modificação do Ubuntu feita pelos engenheiros do Google nos moldes das empresas e não tem previsão de ser distribuídas para o público, embora muitos sites e blogs digam que sim e até ofereçam versões falsas dela dizendo ser a real. Esses sites dão o nome de Goobuntu a essa distribuição.

Nós do mr .BIN recomendamos a todos que tem “medo” do Linux devido ao pré-conceito e até mesmo aqueles que já conhecem mas nunca utilizaram uma distribuição do Ubuntu que baixem e experimentem.

Baixe sua distribuição do Ubuntu clicando nas imagens abaixo:













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segunda-feira, 17 de março de 2008

"Bons artistas copiam, artistas geniais roubam"

por Raphael Monteiro - Para os que ficaram espantados com o título, ele vem de uma frase famosa pronunciada pelo artista renascentista Leonardo Da Vinci, mas muito longe do renascimento ela retrata bem o espírito do filme Piratas do Vale do Silício (Pirates of Silicon Valley, 1999), altamente recomendado pela equipe do mr .BIN. Dirigido por Martyn Burke, ele se passa em um período pós Woodstock e mostra a saga de Bill Gates e Steve Jobs como protagonistas do surgimento da microinformática, através do desenvolvimento paralelo de duas empresas americanas, a Apple Computer e a Microsoft, num contexto em que surgem os primeiros ativistas da informática e os hackers. É o início da era da computação pessoal.

A trama começa nos anos 70, quando jovens universitários começam a se envolver com a alta tecnologia da eletrônica computacional. Agem como verdadeiros hackers criando aparelhos para burlar o sistema telefônico e copiando códigos alheios para desenvolvimento de verdadeiras engenhocas desajeitadas que se mostram como os ancestrais dos microcomputadores que usamos hoje. Para Gates e Jobs, "Bons artistas copiam, artistas geniais roubam idéias". Quando a revolução começou, ninguém poderia imaginar que ela começaria em dois lugares tão diferentes. De um lado estava Steve Jobs, que de sua garagem criou a Apple e um dos computadores pessoais mais usados na atualidade, e do outro lado estava Bill Gates, o criador da Microsoft e do Windows, que tirou suas idéias de conversas noturnas em seu dormitório da faculdade. Ambos, mudaram o jeito de encarar a informática, criando sistemas tão abrangentes, para trabalhar, viver e se comunicar. Mas essa não foi uma revolução fácil e nem honesta. Conheça os bastidores da história desses dois homens, que usaram todos os tipos de golpes e armas para ganhar essa revolução.

Veja mais em:

http://www.youtube.com/watch?v=exe1fRcW8X8 (trailer)
http://www.cineplayers.com/filme.php?id=1593



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segunda-feira, 10 de março de 2008

Virtualização e sistemas hospedeiros

por Raphael Monteiro - Imagine poder instalar vários sistemas operacionais no mesmo computador sem a necessidade de criar várias partições no H.D., formatação, e ainda ter a facilidade de acessa-los sem desligar seu hardware. Seria um sonho para os programadores ou entusiastas da computação? Não se trata de sonho, bem vindo a “virtualização”.

A possibilidade de poder testar vários sistemas operacionais ou a utilização de ferramentas de diferentes S.O.’s faz da virtualização uma importante ferramenta para empresas, bancos e sistemas de servidores ou também para os curiosos que desejam testar S.O.’s sem se dar ao trabalho de alterarem partições.

Virtualização é o processo de executar vários sistemas operacionais em um único equipamento. Uma máquina virtual é um ambiente operacional completo que se comporta como se fosse um computador independente. Com a virtualização, um servidor pode manter vários sistemas operacionais em uso. Ampliando esse conceito, é importante aprofundar o entendimento de como os ambientes computacionais são independentes um dos outros. Além do hardware do servidor que hospeda os sistemas virtualizados, esses ambientes virtuais não têm nada mais em comum. Não existe interdependência entre os sistemas virtuais nem regras que ditem qual sistema você pode usar em um ambiente virtual, à parte a compatibilidade do software de máquinas virtuais. Normalmente, se você pode instalar um sistema operacional em um hardware "real", poderá instalá-lo em uma máquina virtual. Seu servidor pode hospedar vários sistemas operacionais, sejam eles iguais, similares ou completamente diferentes. Os sistemas operacionais virtualizados são independentes entre si. Existem diversos pacotes de software para máquinas virtuais, porém o mais populares são o VMware como uma solução paga e o Virtualbox como um sistema de código aberto. Neste exato momento este artigo esta sendo escrito em um Open Office do Linux/Ubuntu, rodando no Virtualbox sobre o Windows XP como sistema hospedeiro.



Em um ambiente computacional virtual, existem dois componentes principais: o hospedeiro e o convidado. O hospedeiro é o sistema operacional executado diretamente sobre o hardware físico ou servidor. Esse hospedeiro é o sistema operacional que você instala inicialmente sobre o servidor. O sistema operacional convidado, no entanto, não é tão restrito. O sistema operacional convidado é o ambiente computacional virtual que é executado sobre o sistema operacional hospedeiro como uma máquina virtual.

A única restrição para o número de máquinas virtuais é definida pelos limites de memória, espaço em disco e poder de processamento da CPU oferecidos a elas. Qualquer computador que espera hospedar uma ou mais máquinas virtuais deve possuir recursos não apenas para o hospedeiro como também para acomodar os sistemas convidados




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sexta-feira, 29 de fevereiro de 2008

A Evolução dos Sistemas Operacionais

por Lucas Vegi - Desde a criação dos primeiros sistemas operacionais até os atuais, muita coisa mudou, porém as idéias centrais deles continuam as mesma.

As ideias centrais dos S.O's são duas, a visão top-down e a visão bottom-up, ambas com a mesma importância.

Na visão top-down o sistema operacional age como uma espécie de "camada" que fica entre o hardware e o usuário, possibilitando a ele formas mais amigáveis de interagir com o computador, como por exemplo os sistemas de janelas vistos em todos os sistemas operacionais modernos.

Já na visão bottom-up, o sistema operacional faz todo o gerenciamento de hardware do computador, como o controle da alocação de memória utilizada pelos softwares do usuário, o controle dos dispositivos de entrada e saída de dados (mouse, teclado, impressoras...) e o gerenciamento do hd.

Atualmente os sistemas operacionais permitem aos usuários abrirem vários programas ao mesmo tempo, muito provavelmente além do seu navegador onde você está lendo esse artigo agora, você deve também estar escutando música em algum player (winamp, windows media player...), conversando no MSN, ou gravando um CD...Efim, geralmente todos nós fazemos várias coisas ao mesmo tempo no PC. Sabia que nos primeiros S.O's isso não era possível?

Os primeiros S.O's trabalhavam de forma que um segundo programa só poderia ser aberto (processado) após o término da execução do primeiro. Os programas eram processados em lotes (batch), eles eram gravados em fita e executados um após o término do outro até o final da fita.

Só foi possível o processamento de vários softwares "simultaneamente", como estamos acostumados atualmente, após o surgimento das técnicas de multiprogramação e compartilhamento de tempo (timeshare).

Na verdade os programas só são processados simultaneamente em máquinas com processadores dualcore (dois núcleos) ou superiores, pois nas máquinas de processadores de um núcleo, os programas são processados alternadamente em curtos espaços de tempo, com cada um ocupando o processador por vez, porém isso acontece de forma tão rápida que passa a impressão de processamento simultâneo.

Esse processamento alternado e em curtos espaços de tempo são exatamente as técnicas de multiprogramação e compartilhamento de tempo que proporcionam. A dificuldade maior de implementar essas técnicas no passado era a falta de confiabilidade dos mecanismos de segurança de memória dos S.O's. Eles não faziam de forma eficiente a divisão da memória RAM, com isso a região de memória ocupada por um programa poderia ser facilmente invadida por outro programa, causando assim uma série de erros.

A tendência dos sistemas operacionais é evoluir para tornar possível a utilização dos computadores por usuários cada vez mais leigos em computação. Enquanto no passado para usar um computador o usuário precisava saber a fundo a arquitetura do hardware para poder interagir diretamente com ele ou ter noções de programação para trabalhar em consoles (shell), atualmente basta saber ler e acompanhar as instruções para que o resto fique a cargo do S.O e o computador funcione perfeitamente.




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segunda-feira, 28 de janeiro de 2008

Emulando Plataformas Antigas

por Raphael Monteiro - Atualmente quem nunca teve contato com computadores rapidamente consegue se adaptar aos novos ambientes e plataformas disponíveis, o acesso hoje é facilitado graças aos arquivos de ajuda, suporte on line associados a uma interface gráfica amigável dos novos sistemas operacionais, mas quem trabalha com informática desde a época dos computadores de 8 bits, como eram os MSX, AMIGA e CP/M sabe que nem sempre foi assim.

Devido a visão do grande publico que enxergava estas plataformas mais como vídeo games avançados, o que poucos sabem é que nesta época estes computadores faziam muitas coisas que os PC,s só seriam capazes de realizar 20 anos mais tarde. Porém graças aos emuladores atualmente podemos utilizar alguns aplicativos destas plataformas antigas.

Em computação, um emulador é um software criado para essencialmente transcrever instruções de um processador alvo para o processador no qual ele está rodando. O emulador também é responsável pela simulação dos circuitos integrados ou chips do sistema de hardware em um software.

O primeiro emulador foi criado em 1964 por Larry Moss, na época funcionário da IBM, consistindo em um Software que fazia com que os programas criados para o 7070 mainframe rodassem na mais nova linha de computadores da IBM, os System/360.

Como é comum encontrarmos na internet screenshots de famosos emuladores rodando jogos de diversas plataformas, a idéia deste artigo é mostrar alguns recursos e aplicativos antigos que podem ser muito úteis mesmo nos dias atuais.

O Amiga é um computador lançado pela Commodore no começo dos anos 80, voltado para a produção de multimídia. Devido ao seu preço acessível rapidamente acabou se tornando também um computador utilizado para jogos. Seu nome Amiga foi sugerido por um de seus projetistas ao analisar que em um catálogo (jornal ou lista telefônica) este nome apareceria antes de Apple ou Atari, seus maiores rivais na época. Outra curiosidade é que seus chips e circuitos principais internos como vídeo e som recebiam nomes femininos, ao se olhar internamente uma placa mãe de plataforma Amiga podemos perceber alguns nomes como PAULA e DENISE impresso sobre alguns chips. Sua arquitetura foi desenvolvida principalmente para aplicações de áudio e vídeo, e era muito utilizado como sintetizador eletrônico em musicas de bandas como Pet Shop Boys e Tears for Fears.

Outro recurso muito usado nos computadores Amiga é o de geração de vídeo de fusão de imagem (genlocking, hoje em dia mais usado no estilo chroma-key). Recurso ainda hoje muito utilizado, o que faz muitos programadores adotarem este sistema na edição de vídeo.

Abaixo temos um screenshot do emulador de amiga (UAE) pronto para dar “boot” e rodar um editor de vinhetas para serem jogadas posteriormente num amiga real e fazer uma edição de imagens usando um Amiga + genlock supergen (o mesmo tipo de mesa de vídeo que coloca placar de jogos ao vivo nos programas de televisão):



O MSX foi outra plataforma muito usado em sua época, mais para a produção de vídeo do que de áudio. MSX por muitos anos foi tido como forma abreviada de MicroSoft eXtended.

Assim como o Amiga, o MSX também tem suas aparições em ambiente de grande porte, tais como o clip da música Joy Ride da banda Roxette, ou mesmo a bordo da extinta estação espacial MIR para processamento de imagens obtidas a partir de satélite.

No Brasil ele é lembrado apenas pelas suas versões limitadas para jogos, o que pouca gente sabe é que nos dias de hoje ainda, uma grande rede de tv a cabo usa um MSX2 dentro de suas instalações para jogar legendas ao vivo em seus vídeos aqui mesmo no Brasil.

O editor Video Graphics da Philips é considerado por muitos programadores um dos melhores editores para vinhetas de vídeo, inclusive melhor que os disponíveis para a plataforma de PC, o que os leva a emular este sistema. E o mais interessante é que no caso do emulador OpenMSX para linux, não só eles incluem suporte as super-placas de áudio do MSX, bem como no caso de você ter um dispositivo de captura de vídeo em seu pc instalado em seu linux, o OpenMSX também pode usar este dispositivo para emular dispositivos de captura de MSX e assim fazer uso de recursos de softwares de vídeo-produção para esta máquina.

Já para a arquitetura PC temos o OS/2 desenvolvido pela IBM. O OS/2 é um sistema 32 Bits real, e trouxe para os computadores 386 em diante o verdadeiro poder 32 bits de realizar várias tarefas simultaneamente sem congelar a máquina ou fazer com que a temporização de uma tarefa atrasasse a outra.

O OS/2 tinha uma grande vantagem para sua época que até 1994 era compatível com o DOS e com o WINDOWS 3.1, ou seja quem já usava essas plataformas, poderia abrir vários programas delas em várias instâncias ao mesmo tempo e continuar rodando ainda programas do próprio OS/2.

Outra inovação, o OS/2 tinha o chamado crash protection, que caso uma tarefa travasse ou caísse, o sistema continua rodando todas as outras normalmente como se nada tivesse acontecido, bastando ao usuário reativar a tarefa que finalizou prematuramente. Isto não o faz lembrar do Windows XP?

A emulação de OS/2 hoje em dia é feita tanto via QEMU quanto através do VirtualBox, da innotek, ambos são emuladores gratuitos que não infringem nenhum tipo de acordo comercial. Um exemplo de aplicativo deste sistema é o Lotus Notes, um programa antigo, mas ainda hoje muito usado em empresas como a Petrobrás.

Como vimos muitas são as vantagens de se emular sistemas e plataformas antigas consideradas por alguns ultrapassadas, mas que ainda assim possuem recursos que pode nos impressionar nos dias de hoje.

Veja mais em:
http://pt.wikipedia.org/wiki/Emulador



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