segunda-feira, 28 de janeiro de 2008

Emulando Plataformas Antigas

por Raphael Monteiro - Atualmente quem nunca teve contato com computadores rapidamente consegue se adaptar aos novos ambientes e plataformas disponíveis, o acesso hoje é facilitado graças aos arquivos de ajuda, suporte on line associados a uma interface gráfica amigável dos novos sistemas operacionais, mas quem trabalha com informática desde a época dos computadores de 8 bits, como eram os MSX, AMIGA e CP/M sabe que nem sempre foi assim.

Devido a visão do grande publico que enxergava estas plataformas mais como vídeo games avançados, o que poucos sabem é que nesta época estes computadores faziam muitas coisas que os PC,s só seriam capazes de realizar 20 anos mais tarde. Porém graças aos emuladores atualmente podemos utilizar alguns aplicativos destas plataformas antigas.

Em computação, um emulador é um software criado para essencialmente transcrever instruções de um processador alvo para o processador no qual ele está rodando. O emulador também é responsável pela simulação dos circuitos integrados ou chips do sistema de hardware em um software.

O primeiro emulador foi criado em 1964 por Larry Moss, na época funcionário da IBM, consistindo em um Software que fazia com que os programas criados para o 7070 mainframe rodassem na mais nova linha de computadores da IBM, os System/360.

Como é comum encontrarmos na internet screenshots de famosos emuladores rodando jogos de diversas plataformas, a idéia deste artigo é mostrar alguns recursos e aplicativos antigos que podem ser muito úteis mesmo nos dias atuais.

O Amiga é um computador lançado pela Commodore no começo dos anos 80, voltado para a produção de multimídia. Devido ao seu preço acessível rapidamente acabou se tornando também um computador utilizado para jogos. Seu nome Amiga foi sugerido por um de seus projetistas ao analisar que em um catálogo (jornal ou lista telefônica) este nome apareceria antes de Apple ou Atari, seus maiores rivais na época. Outra curiosidade é que seus chips e circuitos principais internos como vídeo e som recebiam nomes femininos, ao se olhar internamente uma placa mãe de plataforma Amiga podemos perceber alguns nomes como PAULA e DENISE impresso sobre alguns chips. Sua arquitetura foi desenvolvida principalmente para aplicações de áudio e vídeo, e era muito utilizado como sintetizador eletrônico em musicas de bandas como Pet Shop Boys e Tears for Fears.

Outro recurso muito usado nos computadores Amiga é o de geração de vídeo de fusão de imagem (genlocking, hoje em dia mais usado no estilo chroma-key). Recurso ainda hoje muito utilizado, o que faz muitos programadores adotarem este sistema na edição de vídeo.

Abaixo temos um screenshot do emulador de amiga (UAE) pronto para dar “boot” e rodar um editor de vinhetas para serem jogadas posteriormente num amiga real e fazer uma edição de imagens usando um Amiga + genlock supergen (o mesmo tipo de mesa de vídeo que coloca placar de jogos ao vivo nos programas de televisão):



O MSX foi outra plataforma muito usado em sua época, mais para a produção de vídeo do que de áudio. MSX por muitos anos foi tido como forma abreviada de MicroSoft eXtended.

Assim como o Amiga, o MSX também tem suas aparições em ambiente de grande porte, tais como o clip da música Joy Ride da banda Roxette, ou mesmo a bordo da extinta estação espacial MIR para processamento de imagens obtidas a partir de satélite.

No Brasil ele é lembrado apenas pelas suas versões limitadas para jogos, o que pouca gente sabe é que nos dias de hoje ainda, uma grande rede de tv a cabo usa um MSX2 dentro de suas instalações para jogar legendas ao vivo em seus vídeos aqui mesmo no Brasil.

O editor Video Graphics da Philips é considerado por muitos programadores um dos melhores editores para vinhetas de vídeo, inclusive melhor que os disponíveis para a plataforma de PC, o que os leva a emular este sistema. E o mais interessante é que no caso do emulador OpenMSX para linux, não só eles incluem suporte as super-placas de áudio do MSX, bem como no caso de você ter um dispositivo de captura de vídeo em seu pc instalado em seu linux, o OpenMSX também pode usar este dispositivo para emular dispositivos de captura de MSX e assim fazer uso de recursos de softwares de vídeo-produção para esta máquina.

Já para a arquitetura PC temos o OS/2 desenvolvido pela IBM. O OS/2 é um sistema 32 Bits real, e trouxe para os computadores 386 em diante o verdadeiro poder 32 bits de realizar várias tarefas simultaneamente sem congelar a máquina ou fazer com que a temporização de uma tarefa atrasasse a outra.

O OS/2 tinha uma grande vantagem para sua época que até 1994 era compatível com o DOS e com o WINDOWS 3.1, ou seja quem já usava essas plataformas, poderia abrir vários programas delas em várias instâncias ao mesmo tempo e continuar rodando ainda programas do próprio OS/2.

Outra inovação, o OS/2 tinha o chamado crash protection, que caso uma tarefa travasse ou caísse, o sistema continua rodando todas as outras normalmente como se nada tivesse acontecido, bastando ao usuário reativar a tarefa que finalizou prematuramente. Isto não o faz lembrar do Windows XP?

A emulação de OS/2 hoje em dia é feita tanto via QEMU quanto através do VirtualBox, da innotek, ambos são emuladores gratuitos que não infringem nenhum tipo de acordo comercial. Um exemplo de aplicativo deste sistema é o Lotus Notes, um programa antigo, mas ainda hoje muito usado em empresas como a Petrobrás.

Como vimos muitas são as vantagens de se emular sistemas e plataformas antigas consideradas por alguns ultrapassadas, mas que ainda assim possuem recursos que pode nos impressionar nos dias de hoje.

Veja mais em:
http://pt.wikipedia.org/wiki/Emulador



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