segunda-feira, 9 de junho de 2008

Linux com a sua cara

por Raphael Monteiro - Uma das grandes vantagens do Linux é que o usuário pode deixa-lo com a sua cara, podendo escolher o ambiente gráfico de trabalho de acordo com a configuração do seu computador e com suas necessidades, confira as características de alguns destes ambientes:

Em 1996, iniciava-se o projeto KDE. Muito embora o Ambiente KDE fosse livre, ele era construído através da toolkit QT, que não era livre naquele momento. Membros do projeto GNU ficaram preocupados com a possibilidade de que um ambiente de trabalho livre fosse feito sobre uma toolkit proprietária. Diante de tal dilema, o projeto GNOME nasceu em Agosto de 1997 pelos esforços de Miguel de Icaza e Federico Mena. No começo, o objetivo principal do GNOME foi fornecer uma suíte amigável ao usuário de aplicações e um desktop fácil de usar. O GNOME foi escrito originalmente na linguagem de programação C. Logo depois um grande número de linguagens foram encorpando o GNOME e suas aplicações, por exemplo, linguagens como: C++, Ruby, Python, Perl e muitas outras. No lugar do Qt, o GTK foi escolhido como a base para desenvolvimento do GNOME. A licença é a GNU GPL General Public License (GPL). Ele conta com uma coleção rica de ferramentas, bibliotecas, e dos componentes para desenvolver aplicações poderosas em Unix. A distribuição completa do GNOME inclui uma suite para escritório (Office) através da integração de vários projectos independentes: processador de texto (AbiWord), folha de cálculo (Gnumeric), gestão de projetos (Planner), editor de diagramas (Dia), programa para desenhos vetoriais (Inkscape) e de imagem (GIMP).

Software de origem alemã, o KDE (sigla inglesa para K Desktop Environment) é, simultaneamente, um ambiente gráfico (que inclui um gerenciador de janelas) e uma plataforma de desenvolvimento livre e de código aberto, desenvolvido com base na biblioteca Qt. Voltado inicialmente aos utilizadores de platafomas Unix, funciona também no Mac OS X utilizando o seu servidor X11 e no Windows através do ambiente Cygwin. Juntamente com o GNOME é um dos mais populares ambientes gráficos usados no Linux. O gerenciador de janelas disponibilizado (KWin) é responsável por fornecer uma interface gráfica organizada e consistente para que aplicativos sejam executados e para que o usuário interaja com o computador, tanto utilizando aplicativos específicos quanto funções básicas como manipulação de arquivos e dispositivos. Com uma barra de tarefas intuitiva (muito ao estilo da do Windows), este ambiente de trabalho é um dos pesos pesados do GNU/Linux no que diz respeito a interfaces gráficas: segundo os autores, o KDE visa a oferecer a versatilidade do Linux, minimizando o contraste da interface relativamente a outros sistemas operativos, pelo que não será de estranhar reconhecer aspectos de organização e apresentação já vistos noutros ambientes gráficos de sistemas operativos. O KDE foi inteiramente criado em C++, e inclui também uma suíte de escritório (Office) simples, mas com muitos componentes: processador de texto (KWord), folha de cálculo (KSpread), programa de apresentações (KPresenter), editor de diagramas gráficos (KChart), de equações (KFormula), gerador de relatórios (Kugar), editor de diagramas e fluxogramas (Kivio), base de dados (Kexi), editor de gráficos bitmap (Krita) e vetoriais (Karbon14).

Já um pouco menos popular o Xfce é um ambiente de trabalho gráfico, executado sobre o sistema de janelas X em sistemas Unix e similares. Assim como GNOME, o Xfce utiliza a biblioteca para fazer a interface com o usuário, o que os tornam ligeiramente parecidos. Entretanto, uma preocupação do Xfce é ser mais rápido e consumir menos recursos da máquina do que o GNOME, que é considerado excessivamente grande e consumidor de recursos desnecessariamente, desta maneira sendo mais indicado para computadores mais antigos. O Xfce usa dois painéis: um com o botão de menu das aplicações e com botões para as aplicações mais úteis, e outro para apresentar os botões das janelas. Pode-se personalizar os painéis e até acrescentar outros. As funcionalidades do ambiente podem ser aumentadas com a instalação de diversos goodies. Estes plugins podem ser adicionados a um painel. O gestor de janelas suporta a extensão Composite do Xorg. Permite alterar a opacidade das janelas.

Como foi mostrado, estes são alguns dos ambientes gráficos mais usados, porém existem outros menos conhecidos, desta maneira o usuário encontra a seu dispor ferramentas para deixar o Linux mais confortável de acordo com suas preferencias, escolha sua distribuição e ambiente gráfico que mais lhe agradar e seja feliz com o Linux.


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