quarta-feira, 15 de dezembro de 2010

E a mesma história se repete...

Essa semana tive a oportunidade de assistir ao filme "The Social Network", ou "A Rede Social", que refere-se a história da criação do Facebook.

Confesso que tive uma surpresa agradável com o filme, pois geralmente sou meio oposto as críticas e como li algumas elogiando-o muito antes de assistir, imaginei que não seria tão bom. Alguns críticos já estão inclusive classificando o filme como um clássico do cinema contemporâneo, não sei se é pra tanto, mas de fato é um excelente filme.

Para quem ainda por ventura não ouviu falar sobre o filme (de que planeta você é?), ele está em cartaz nos cinemas brasileiros desde 3 de dezembro e foi indicado hoje a 6 globos de ouro. O filme basicamente conta a história da criação da rede social com maior número de usuários do mundo, o Facebook. É uma história repleta de reviravoltas e traições, envolvendo mulheres, drogas, muita astúcia e ganância. O filme  foi baseado na história real contada no livro "Bilionários por acaso: A criação do Facebook", escrito por Ben Mezrich.

Como o objetivo dessa postagem não é contar a história do filme, mas sim discutir questões a respeito da forma como o Facebook foi criado, vou contar apenas uma dose homeopática para efeito de contextualização. Tudo se passa em Harvard onde inicialmente os irmãos Cameron Winklevoss e Tyler Winklevoss tiveram a idéia de desenvolver um site de relacionamentos nos moldes de uma rede social, entretanto não tinham habilidades em programação para desenvolverem essa idéia. Sendo assim eles buscam por Mark Zuckerberg, jovem programador estudante também de Harvard, para compartilharem tal idéia e formarem uma parceria para a criação do site de relacionamentos. Zuckerberg topa de cara participar, entretanto passa a perna nos irmãos Winklevoss e inicia em 2004 o desenvolvimento do Facebook. Em pouquíssimo tempo o Facebook foi se espalhando pelas universidades americanas e posteriormente pelo mundo, porém para um projeto iniciado no alojamento de uma universidade tomar tais proporções, alguém teria que oferecer aparato financeiro para tal, e esse alguém foi Eduardo Saverin, brasileiro estudante de economia e melhor amigo de Zuckerberg.

Embora Eduardo a Mark fossem melhores amigos, quanto mais o Facebook foi expandindo, maior era a ganância de Mark pelo dinheiro. Sob influência de Sean Parker, co-fundador do Napster, que também passou a ter participações no Facebook, Eduardo foi forçado a assinar contratos tendenciosos que acabaram por praticamente retirar seus direitos na empresa, embora tenha sido quem mais injetou dinheiro na criação da mesma.

Resumidamente o que aconteceu em toda essa história: Duas pessoas tiveram uma idéia, alguém roubou a idéia e se junta outro que financiou a mesma. No final quem roubou a idéia inicial passa a perna em quem financiou e fica com toda a fatia do bolo, acumulando uma fortuna estipulada em 25 bilhões de dólares em apenas 6 anos!

Coincidências ou não, essa história nos faz lembrar de outras grandes empresas de tecnologia como Microsoft e Apple, que hoje são símbolos, entretanto iniciaram suas histórias também a partir de idéias roubadas e posteriormente aperfeiçoadas. Será que para ter uma empresa de tecnologia desse porte é necessário ser tão antiético? Bom...isso já é história para outra postagem.

O que mais me surpreende nessa história toda é o fato de tantas empresas de base tecnológica surgirem na academia americana (Google, Facebook, Yahoo!, Microsoft, Apple..etc) e conseguirem uma penetração tão grande na sociedade mundial e países do porte do Brasil não conseguirem alcançar feitos semelhantes. Será que eles são tão mais inteligentes assim? Sinceramente não acredito que seja esta a questão. 

Ainda falta muito incentivo ao desenvolvimento tecnológico e fomento a inovação no nosso país, pensa-se muito pequeno. Enquanto que nos EUA um moleque de 19 anos consegue ficar bilionário com um projeto iniciado no alojamento da sua universidade, no Brasil alguém com tal ambição seria considerado louco atualmente... Essas coisas acabam enraizando na nossa sociedade, desencorajando inclusive mentes de muito potencial, fazendo-as também pensar pequeno e assim não chegarem a níveis como os citados anteriormente.

Não sou dono da verdade e acredito que opiniões divergente às minhas podem acabar surgindo por aqui, mas o objetivo é esse mesmo, debater. Sintam-se a vontade em comentar.

Como aperitivo, assistam ao trailer de "A Rede Social":



3 comentários:

Dhieyson Aguiar Gabriel disse...

Lucas,

Gostei do filme.. Mas uma pergunta que fica: Onde está a ex namorada de Mark e será que ela vai mandaria ele jogar video-game de novo??

Uma observação: Mark teve o incentivo do termino de seu relacionamento para fazer algo que preovasse que era bom o suficiente, que podesse ser algo inovador. No Naptster tem algo parecido.. e no ForNut????

huahuahauh

Abraço

Lucas Vegi disse...

Pois é gestor...o forNUT não tem esse tipo de incentivo, assim como também não pretendo que tenha, portanto acredito que não ficarei bilionário com ele..=)

A ex-namorada do Mark acabou virando amiga dele no Facebook né. Acredito que ela seria a esposa ideal, visto que o cara tem quase tantos processos quanto dinheiro. Sendo assim, nada melhor que ele tivesse uma esposa advogada. Mas ela não gosta de video-games sacou? ¬¬. Lembrei da postagem do seu blog quando ela disse isso pra ele.

Welington Veiga disse...

Ainda não vi o Filme, quando lançaram eu nao estava çevando fé, mas já foram tantos feedbacks positivos que eu me animei, pena que no Cinema não da mais!